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	<title>Revista N - A melhor revista do mundo</title>
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	<description>Universidade Nova de Lisboa</description>
	<pubDate>Tue, 11 May 2010 12:02:11 +0000</pubDate>
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		<title>Direitos Humanos em debate na 2ª Edição do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 10:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[principal]]></category>

		<category><![CDATA[Joana Catarina Damas]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
 
Organizações Não Governamentais, jornalistas, professores e estudantes debateram  o tema “Direitos Humanos e Cidadania”, na cerimónia final da segunda edição do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário, realizada na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (UNL), no dia 4 de Maio.
 
A iniciativa partiu de três jovens estudantes de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/05/nobre_caramelo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3314" title="nobre_caramelo" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/05/nobre_caramelo-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" /></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;">Organizações Não Governamentais, jornalistas, professores e estudantes debateram <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>o tema “Direitos Humanos e Cidadania”, na cerimónia final da segunda edição do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário, realizada na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (UNL), no dia 4 de Maio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;">A iniciativa partiu de três jovens estudantes de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, Sofia Almeida, Renato Duarte e Catarina Soares que viram este ano concretizada a segunda edição do prémio. “As diferenças entre o primeiro e o segundo ano provavelmente vêm do facto de as pessoas já conhecerem o prémio”, explica Sofia Almeida. “Foi mais fácil chegar até elas, tanto para conseguir reportagens como parcerias e patrocínios.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;">Com a ajuda de mais 13 alunos do mesmo curso, e com o apoio da própria faculdade e de entidades como o Parlamento Global, o Cenjor e a Rádio Renascença foi possível organizar um debate que contou com nomes como Fernando Nobre, Laurinda Alves ou Fernando Cascais, pondo-os a discutir acerca do papel dos jornalistas enquanto interlocutores entre as ONG que se dedicam aos Direitos Humanos e a sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“Os alunos da Universidade Nova foram muito corajoso por terem tomado esta iniciativa. Achei o primeiro debate fantástico, muito esclarecedor, as pessoas participaram imenso. Só têm é de corrigir para o ano certos aspectos logísticos”, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>afirmou Lucília José Justino, Presidente da Amnistia Internacional e elemento da plateia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;">Além do objectivo de colocar profissionais, estudantes e Organizações a falar acerca dos seus papéis, o evento serviu para premiar as reportagens vencedoras de um concurso que começou em Janeiro e terminou no final de Março. “Fiquei com pena de não poder concorrer porque acho que o concurso é muito interessante”, contou Marco Leitão Silva, jovem jornalista e orador de um dos painéis. “É importante que haja uma maior divulgação para chegar a mais alunos de todo o país”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;">Este concurso, destinado apenas a estudantes de Jornalismo ou Ciências da Comunicação de todo o país, visou cinco categorias de reportagem – Televisão, Imprensa, Multimédia, Rádio e Fotografia - e teve como júris Cândida Pinto, Afonso Camões, Paulo Carriço, Arsénio Reis e Luiz Carvalho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“Participámos fundamentalmente pelo lado prático, para explorar as capacidades que aprendemos na faculdade e também é sempre bom vermos os nossos trabalhos reconhecidos, além que é sempre um dia bem passado, explicou Ana Raquel Cabaço do segundo ano da Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, finalista na categoria de Rádio em conjunto com o seu grupo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;">Na cerimónia foram anunciados os vencedores, premiados com estágios em órgãos de comunicação social, cursos no Cenjor e ainda a publicação de trabalhos no site Parlamento Global. “É um motivo de orgulho muito grande para continuarmos a trabalhar e tentarmos ser cada vez melhores”, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>disse Simão Santana, da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, vencedor na categoria de Televisão, mas também do Prémio de Responsabilidade Social, atribuído pelas ONG.</span></span></p>
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		<title>Japão à beira Tejo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 12:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[principal]]></category>

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		<description><![CDATA[O Museu do Oriente está a promover, de 16 de Abril a 9 de Maio, em Lisboa, a Festa do Japão. Espectáculos, exposições, workshops e conferências unem as culturas lusa e nipónica, numa iniciativa que comemora os 150 anos do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre os dois países.
Do origami ao quimono, da manga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3308" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-3308" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/japao_jonrawlinson2.jpg" alt="Por jonrawlinson" width="450" height="250" /><p class="wp-caption-text">Por jonrawlinson</p></div>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">O Museu do Oriente está a promover, de 16 de Abril a 9 de Maio, em Lisboa, a Festa do Japão. Espectáculos, exposições, workshops e conferências unem as culturas lusa e nipónica, numa iniciativa que comemora os 150 anos do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre os dois países.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">Do <em>origami</em> ao <em>quimono</em>, da <em>manga</em> ao <em>karaté</em>. &#8220;História, arte, literatura, artes marciais, gastronomia, dobragem de papel, caligrafia japonesa – todas dão uma panorâmica da riqueza desta cultura&#8221;, afirma Maria Manuela d’Oliveira Martins, directora do Museu do Oriente. Pela Festa passaram já cerca de 2000 pessoas, aventuradas no exotismo do Japão.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">&#8220;A aproximação cultural dos dois povos, o intercâmbio de artistas e a partilha de iniciativas&#8221; são os objectivos destacados pela directora. Dar a conhecer o Japão, aliando a história do passado à contemporaneidade, é o mote da Festa. Tal qual uma viagem ao extremo oriente, no edifício da alfacinha Doca de Alcântara. &#8220;A história das relações entre Portugal e o Japão têm mais de 450 anos&#8221;, relembra Maria Manuela d’Oliveira Martins. Foi em 1543 que os portugueses chegaram ao Japão e se estabeleceu o intercâmbio entre as duas culturas. Concretizou-se durante um século, foi interrompido durante dois. Com o Tratado de Paz, Amizade e Comércio, assinado em 1860, acordou-se o resgate das ligações profundas entre portugueses e japoneses.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">Ligações que deixaram vestígios. A directora do Museu refere-se à arte <em>Namban</em>: &#8220;Ela expressa a singularidade da visão dos japoneses acerca dos portugueses. É a face artística mais conhecida e difundida, sobretudo através dos chamados biombos <em>Namban</em>&#8220;. Os desenhos neles gravados, maioritariamente de portugueses em território japonês, são considerados importantes registos científicos dos costumes japoneses ancestrais. Provas vivas, portanto, de um diálogo intercultural secular.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">E se este diálogo é o propósito da Festa do Japão, o seu alvo são as famílias – são os espectáculos e actividades familiares que contam com mais afluência do público. Nomeadamente o teatro <em>Noh</em>, uma forma clássica de teatro com mais de 600 anos: &#8220;Sem dúvida a maior atracção desta Festa&#8221;, relata a directora. De entre muitas outras que já passaram, no mês de Abril, pelo Museu: workshops de bonsai, cerimónia do chá, <em>furoshiki </em>(arte de embrulhar),<em> shibori </em>(arte de tingir os tecidos) ou ainda<em> </em>encadernação artesanal.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">Para além da Festa do Japão têm ocorrido outras iniciativas, igualmente motivadas pela celebração do Tratado, desde o início do ano. De Norte a Sul, promovidas pela Embaixada do Japão em Portugal, pela Casa da Música ou ainda por diferentes universidades. Relembre-se a Semana Cultural do Japão da Universidade Nova de Lisboa, composta de conferências e workshops que se prolongaram de 9 a 12 de Março.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: left;">Dos restantes dias da Festa no Museu do Oriente destacam-se o concerto do duo Kokusyoku Sumire, a 1 de Maio, o workshop de <em>cosplay</em> (personificação das personagens de manga) nos dias 8 e 9, e a exposição, até 11 de Julho, &#8220;Omocha: Brinquedos Tradicionais do Japão&#8221;.</p>
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		<title>Dança Escocesa em Carnide</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 18:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ 
Ceilidh é nome dado ao baile escocês que terá lugar no espaço Bento Martins, na Junta de Freguesia de Carnide, a partir das 20 horas de sábado, 1 de Maio. Será levado a cabo pelo Grupo de Dança Escocesa da ART (Associação de Residentes de Telheiras), cuja liderança cabe a Roger Picken e Sue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<div id="attachment_3301" class="wp-caption alignleft" style="width: 390px"><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/12.jpg"><img class="size-full wp-image-3301" title="Ensaio do Grupo de Dança Escocesa" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/12.jpg" alt="Por Richard Hartnoll" width="380" height="253" /></a><p class="wp-caption-text">Por Richard Hartnoll</p></div>
<p class="MsoNormal"><em>Ceilidh</em><span> é nome dado ao baile escocês que terá lugar no espaço Bento Martins, na Junta de Freguesia de Carnide, a partir das 20 horas de sábado, 1 de Maio. Será levado a cabo pelo Grupo de Dança Escocesa da ART (Associação de Residentes de Telheiras), cuja liderança cabe a Roger Picken e Sue Willdig. Comemorar-se-á os dias do Trabalhador e da Dança.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> Depois de uma rígida formação e de um estágio em terras caledónias, dirigido pela Royal Scottish Society of Country Dance, Roger afirma estar sensibilizado para ensinar dança escocesa. Conjuga o prazer de dançar com a docência de matemática no ensino superior.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> Devido à exigência técnica dos passos e das cerca de 50 figuras que compõem as ricas coreografias das danças escocesas – danças que remontam ao século XVIII –, na ceilidh “começaremos com figuras e danças mais fáceis, por exemplo, danças de pares com passos de valsa”, avança o professor. “São tão acessíveis que podemos pôr as pessoas a dançá-las sem preparação alguma. O mais importante é o ambiente de alegria.”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> Um dos grandes trunfos desta modalidade é a música que, para Sue Willdig, “tem muita alma e complexidade”. “Esta dança permite-me combinar a música, que é a minha vida, com o exercício físico, que faz muita falta”, aponta Joana Ferreira, que desde os cinco anos aprende música e há outros tantos pratica contradança escocesa com Roger e Sue, no ATL Carnide Centro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> Ana Leça, aprendiz há três anos, aponta outros benefícios da prática da contradança: “Encontrei aqui um padrão que não se encontra no desporto: uma solicitação a toda a capacidade de memória e organização espácio-temporal. E sobretudo não acho monótono, todas as danças são um desafio”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> No fundo, “é o convívio, a alegria partilhada, e o exercício físico vem por acréscimo”, resume Manuel Ferreira, também praticante. E claro, tartan – muitas saias axadrezadas. </span></p>
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		<title>UNIVERSITÁRIOS DISCUTEM OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 11:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[principal]]></category>

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		<description><![CDATA[
A secção portuguesa da Amnistia Internacional, em colaboração com Agência ODM, a Objectivo 2015 e a Associação das Nações Unidas de Portugal, promove a iniciativa “Cimeira (ideal) dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – 2010”.
Nos dias 27, 28 e 29 de Abril, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, na Universidade de Coimbra e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/amnistia.jpg"><img class="size-full wp-image-3295 aligncenter" title="amnistia" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/amnistia.jpg" alt="" width="468" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: left;">A secção portuguesa da Amnistia Internacional, em colaboração com Agência ODM, a Objectivo 2015 e a Associação das Nações Unidas de Portugal, promove a iniciativa “Cimeira (ideal) dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – 2010”.</p>
<p style="text-align: left;">Nos dias 27, 28 e 29 de Abril, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, na Universidade de Coimbra e na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, respectivamente, 300 estudantes universitários assumirão o papel de simular a representação de Estados ou Sociedades Civis.</p>
<p style="text-align: left;">Do encontro, espera-se que resulte um conjunto de recomendações dos jovens do Ensino Superior, a dirigir ao Estado Português, para serem tidas em conta na sua intervenção na Cimeira do Milénio de 2010.</p>
<p style="text-align: left;">“Na cimeira ‘real’, as Sociedades Civis não têm assento nem palavra, explica o site da organização. A iniciativa pretende, portanto, “simular aquilo que seria uma Cimeira onde estas sociedades tivessem palavra e fossem ouvidas”.</p>
<p style="text-align: left;">“Esperamos uma participação entusiasmada e bem preparada”, refere Pedro Krupenski, director executivo da Amnistia Internacional em Portugal. Para isso, os estudantes, que desta forma “podem contribuir com a sua voz e opinião para um mundo melhor”, receberão uma formação prévia nos estabelecimentos de ensino onde terá lugar cada encontro.</p>
<p style="text-align: left;">Porém, para a Cimeira do Milénio, a realizar em 2010, as expectativas são outras. “Muita desculpabilização pelo não-cumprimento com a crise financeira global”, prevê o director executivo. Salvaguarda, porém, a possibilidade de haver “uma redefinição de rumos e prioridades para o efectivo cumprimento dos Objectivos do Milénio até 2015.</p>
<p style="text-align: left;">Recorde-se que em Setembro de 2000, da Cimeira do Milénio que reuniu 189 líderes mundiais na sede das Nações Unidas, saíram os compromissos de lutar juntos contra a pobreza, a fome, a desigualdade de género, a degradação ambiental e o VIH/SIDA, melhorando o acesso das populações à educação, aos cuidados de saúde e à água própria para o consumo. Tudo isto até 2015.</p>
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		<title>Casa da Achada dá a conhecer o lápis azul do cinema</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 18:24:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[principal]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
O ciclo de cinema Filmes proibidos antes do 25 de Abril arrancou na passada segunda-feira, 12, no espaço da Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, em Lisboa. De Abril a Junho, às segundas-feiras, projecta-se a liberdade, antes ofuscada pela censura, numa iniciativa que aplaude a Revolução.
Desde Outubro que a projecção de filmes na Casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <img class="size-full wp-image-3289 aligncenter" title="casa-da-achada" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/casa-da-achada.jpg" alt="" width="446" height="250" /></p>
<p style="text-align: left;">O ciclo de cinema <em>Filmes proibidos antes do 25 de Abril</em> arrancou na passada segunda-feira, 12, no espaço da Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, em Lisboa. De Abril a Junho, às segundas-feiras, projecta-se a liberdade, antes ofuscada pela censura, numa iniciativa que aplaude a Revolução.</p>
<p style="text-align: left;">Desde Outubro que a projecção de filmes na Casa da Achada é regular e organizada em ciclos de diferentes temas. Até agora contam-se três: <em>Cinema neo-realista italiano</em>, <em>Filmes que Mário Dionísio falou</em> e o actual <em>Filmes proibidos antes do 25 de Abril</em>. Todos eles se relacionam com o objectivo central da Casa da Achada – o &#8220;fim cultural, artístico, educativo e social na sequência do que foram as preocupações e os interesses, as contribuições de Mário Dionísio&#8221;, relembra Eduarda, filha de Mário Dionísio e Presidente da Direcção da Casa. Sempre no sentido de &#8220;promover acções destinadas a estimular a vida cultural e artística da cidade de Lisboa&#8221;, reforça.</p>
<p style="text-align: left;">E basta percorrer o espaço da Casa para perceber a pertinência do tema da censura. Numa das paredes está exposto o quadro <em>Reunião Clandestina</em> de Mário Dionísio. Ou melhor, o quadro <em>Interior</em>, se recuarmos ao período da ditadura. As insinuantes cores e formas da tela, que só depois do 25 de Abril retomou o título verdadeiro, materializam o ímpeto de liberdade que percorria o importante pintor e escritor da cena portuguesa do século XX. Daí a naturalidade, diz Eduarda, com que surge o tema, desta vez representado num outro tipo de tela, a de cinema. &#8220;Se a Casa da Achada é feita com e a partir do espólio de Mário Dionísio, que viveu os 48 anos de ditadura, é impossível a questão da censura não ir aparecendo, de uma maneira ou de outra. Não é preciso ir buscar o tema. Ele está sempre lá&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: left;">E o cinema, de que Mário foi espectador e sobre o qual escreveu, pode ser uma forma de dar a conhecer esta realidade. São 12 os clássicos, antes proibidos, a ser exibidos nos serões de segunda-feira. Jean-Luc Godard, Sergei Eisenstein e Stanley Kubrik são alguns dos nomes sonantes de realizadores aos quais a Inspecção dos Espectáculos, criada em 1928, negou a expansão em território nacional. Com a liberdade retomada em 1974, resgatou-se a &#8220;formação amputada dos portugueses&#8221; a que se refere Eduarda. Abril é tempo de recordar, de &#8220;mexer na História para perceber o presente e intervir nele&#8221;. &#8220;Muitas das obras-primas do cinema só foram vistas pelo «comum dos mortais», quando foram, depois do 25 de Abril. É bom lembrar. E um ciclo com este título pode ser um ciclo de obras-primas&#8221;, sublinha.</p>
<p style="text-align: left;">É essa censura não só política, mas também moral, das formas de vida, a que se reporta este ciclo de cinema, que se organiza ainda à volta de outros critérios. Cada um é de um realizador diferente, cada um é comentado por apresentadores que vão variando, cada um traz consigo inovação, mas também o esquecimento a que a ditadura forçou.</p>
<p style="text-align: left;">E talvez seja esta diversidade que atrai espectadores de todas as idades. Nos ciclos anteriores a assistência variou entre 10 e 70 pessoas, os mais velhos para rever o que já tinham visto ou o que tinham perdido, e os mais novos para ver o que nunca tinham visto. Mas parece não ser o título de cada ciclo que atrai os espectadores. São antes os próprios filmes, refere Eduarda. &#8220;E a curiosidade de cada um. Talvez se passe o mesmo com este terceiro ciclo&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><em>As Vinhas da Ira</em> (1940) de John Ford, retrato da Grande Depressão norte-americana, foi o primeiro dos <em>Filmes proibidos antes do 25 de Abril</em> a ser projectado. Seguem-se, ainda no mês de Abril, <em>Viridiana</em> (1961) de Luís Buñuel, <em>A Religiosa</em> (1966) de Jacques Rivette e <em>Os Carabineiros</em> (1963) de Jean-Luc Godard. Na sala desligam-se as luzes e faz-se silêncio, não pela censura, mas pela liberdade – assim se celebra o 25 de Abril na Casa da Achada.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">Consulte <a href="http://noticias.centromariodionisio.org/?p=797" target="_blank">aqui</a> a programação do ciclo.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>“Plano Impossível” fabrica novos filmes para a Polaroid</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 23:07:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltaram a circular desde 25 de Março filmes instantâneos para as câmaras Polaroid. Por enquanto apenas se pode adquirir a versão a preto e branco, mas a estimativa é que no Verão venha a cor. São os resultados de um projecto que se autointitulou impossível. 
Quando em Fevereiro de 2008, a Polaroid anunciou o fecho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/pola_-99_126942803112.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3282" title="pola_-99_126942803112" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/pola_-99_126942803112-248x300.jpg" alt="" width="248" height="300" /></a>Voltaram a circular desde 25 de Março filmes instantâneos para as câmaras Polaroid. Por enquanto apenas se pode adquirir a versão a preto e branco, mas a estimativa é que no Verão venha a cor. São os resultados de um projecto que se autointitulou impossível. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Quando em Fevereiro de 2008, a Polaroid anunciou o fecho das suas fábricas e o fim da produção de filmes para a câmara instantânea mais famosa de sempre, mais 300 milhões de câmaras em perfeito estado de funcionamento enfrentaram a possibilidade de se tornarem obsoletas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Em Junho de 2008, durante a festa de encerramento de uma das fábricas , Andre Bosman, engenheiro da Polaroid há mais de 20 anos conheceu Florian Kaps, líder da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Lomographic Society</em> , outro dos pesos pesados da fotografia analógica actual. Da conversa de duas horas nasceu a ideia para The <span style="color: black;">Impossible Project. O objectivo: “Salvar a magia da fotografia instantânea analógica” </span><span style="color: #eeece1; mso-themecolor: background2;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="color: black;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Para tal instalaram-se em Outubro na cidade de Enschede, Holanda, ocupando uma das fábricas que funcionavam recentemente e compraram todo o seu recheio. Com um problema: Os químicos colorantes usados pela Polaroid já não estavam disponíveis no mercado e era impossível reproduzi-los. A equipa inicial, de apenas 10 elementos, teve então que começar do zero. Tratava-se de desenvolver quimicamente 31 componentes sem os quais seria impossível conceber uma imagem instantânea e durável. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt; background: white;"><span style="color: black;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Contrataram-se os melhores especialistas e técnicos de diversas nacionalidades</span><a name="_GoBack"></a><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">. Ao seu trabalho juntou-se a atenção de mais de trinta mil pessoas que subscreveram a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">newsletter</em> do grupo. </span></span><span style="color: black; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Helvetica; mso-fareast-language: PT;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Marlene Kelnreiter, responsável pela comunicação do projecto com sede em Viena, conta que a certa altura, a maior parte dos membros da equipa tomaram-no como um desafio pessoal: “Nunca pensámos em desistir. O nome do projecto tem a ver com isso mesmo. Foi uma forma irónica de afirmarmos que não admitíamos um fracasso”. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="color: black;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="color: black;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">O resultado foi positivo e superou as expectativas. “Não se trata de uma cópia do filme antigo da Polaroid”, conta Marlene à revista N. “O novo filme contém uma gama de tons que nunca existiu antes neste formato, o que permite muito mais possibilidades artísticas que o antigo filme altamente estandardizado”. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="color: black;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Para já, o produto está apenas na loja online ao preço especial de 18€, mas prevê-se a sua comercialização no circuito tradicional de lojas de fotografia como ocorria anteriormente. Enquanto o filme não chega a Portugal, dia 30 de Abril irá abrir em Nova Iorque <em style="mso-bidi-font-style: normal;">The Impossible Project’s Space</em> – que para além de comercializar os produtos, funcionará também como galeria para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Impossible Collection</em> – uma junção do trabalho que vários artistas de todo o mundo têm vindo a produzir com este novo material.</span></span></span></p>
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		<title>NOVO ÁLBUM DOS MORE THAN A THOUSAND</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 07:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[More Than a Thousand estão de volta às estradas portuguesas com &#8220;Make Friends and Enemies&#8221;. No dia 16 de Abril, na Capricho Setubalense, com abertura de Men Eater, acontecerá o lançamento do disco gravado nos Estados Unidos há um ano. O disco chega às lojas no dia 12 de Abril.
A banda de Vasco Ramos (voz), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>More Than a Thousand estão de volta às estradas portuguesas com &#8220;Make Friends and Enemies&#8221;. No dia 16 de Abril, na Capricho Setubalense, com abertura de Men Eater, acontecerá o lançamento do disco gravado nos Estados Unidos há um ano. O disco chega às lojas no dia 12 de Abril.</p>
<p>A banda de Vasco Ramos (voz), Filipe Oliveira (guitarra), Pedro Pais (bateria), Sérgio Sousa (guitarra) e Ricardo Cabrita (baixo) explica que gravar nos Estados Unidos era um desejo antigo. Depois de assinar contrato com a MetroDiscos em 2009 e alguns concertos para aumentar o orçamento, estavam em Baltimore a gravar com o produtor Paul Leavitt. Escolheram não dar concertos ou entrevistas, para poderem estar &#8220;concentrados na música e no produto final&#8221;. O novo trabalho promete mostrar um lado mais vicioso e corrosivo do que nunca. &#8220;First Bite&#8221; e &#8220;It’s Alive (How I Made a Monster)&#8221; são os singles já disponíveis em myspace.com/morethanathousand.</p>
<p>A banda conta já com vários trabalhos editados <em>Those In Glass Houses Shouldn&#8217;t Throw Stones</em> (EP, 2001), <em>Volume I: Trailers Are Always More Exciting Than Movies</em> (EP, 2004), <em>Too Many &#8220;Teen Massacre&#8221; Horror Movies</em> (EP, 2004), <em>Two Songs&#8230;An Endless Body Count</em> (Demos, 2005).</p>
<p>Gravaram na Suécia o <em>Volume II: The Hollow</em> (LP, 2006) com Pelle Henricsson e Eskil Lovström. Mais tarde gravaram <em>Volume III: MAR</em> (EP, 2008) e finalmente nos EUA <em>Make Friends and Enemies</em>. Com o trabalho de quase uma década, e a sua dinâmica em palco fez dos MTAT um dos nomes de referência internacional no emocore.</p>
<p>Nascida em Setúbal em 2001, a banda cresceu com concertos ao fim de semana e festivais de Verão. Em 2005, por convite de Jorge Felizardo (baterista de Primitive Reason) que viria a integrar a banda por quatro anos, mudaram-se para Londres. &#8220;Na altura éramos novos. Tínhamos tocado em grandes palcos nacionais, tínhamos editora, discos editados e quisemos experimentar o estrangeiro.&#8221; Tocaram pela Europa e partilharam o palco com grandes nomes internacionais como Papa Roach, Metallica, Morbid Angel, entre outros, e abriram para Incubus no Pavilhão Atlântico.</p>
<p>Filipe Oliveira explica que a dado momento abriram os olhos para perceber que precisavam fazer as coisas por eles em vez de esperar pelo contrato que os resgatava da garagem. Procuraram novos públicos, sujeitaram-se as más condições na estrada, mesmo que tocar o que gostam obrigue a conciliar a música com trabalhos de free lance e part time. Perderam vários membros no percurso, mas mantêm quatro dos fundadores, sendo o baixista Ricardo Cabrita a nova aquisição.</p>
<p>O novo trabalho lança os More Than a Thousand por Portugal durante o mês de Abril, passando por Setúbal dia 16, Loulé dia 17, Porto dia 23, Guimarães dia 24, Pombal dia 30 e Lisboa dia 1 de Maio. Durante o mês de Maio estarão em tour pela Europa e regressam para tocar no palco Sunset do Rock in Rio no dia 30 de Maio.</p>
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		<title>Trinta corpos milimetricamente expostos contra uma parede de azulejos.</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 23:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
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De 25 de Março a 10 de Abril de 2010 está em exposição, no átrio central do Instituto Superior Técnico, o projecto “Diagramas”. São trinta fotografias impressas em tamanho real que revolvem a maneira de pensar e representar o corpo humano. Os autores, André Alves, Filipe dos Santos Barrocas, Isabel Correia e Maria João Soares, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/diagrama-copia-2.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/diagrama1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3275" title="Projecto &quot;Diagramas&quot;" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/04/diagrama1-300x115.jpg" alt="" width="300" height="115" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">De 25 de Março a 10 de Abril de 2010 está em exposição, no átrio central do Instituto Superior Técnico, o projecto “Diagramas”. São t</span><a name="_GoBack"></a><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">rinta fotografias impressas em tamanho real que revolvem a maneira de pensar e representar o corpo humano. Os autores, André Alves, Filipe dos Santos Barrocas, Isabel Correia e Maria João Soares, fazem parte do Núcleo de Arte Fotográfica (NAF) do Instituto Superior Técnico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">“O projecto nasceu de uma formação experimental no âmbito do NAF. A proposta era trabalhar o movimento numa imagem estática”, diz Filipe Barrocas. “Rapidamente passamos para a ideia do corpo humano tendo como referência a importância da fotografia nos estudos anatómicos e fisionómicos do século XIX.” </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">A métrica dada pelos azulejos que servem de pano de fundo confirma essas referências e permite medir, comparar e relacionar cada corpo. “Tivemos especial cuidado com a iluminação, o distanciamento e a posição da câmara”, explica Filipe. “Era importante chegarmos a uma imagem tipológica.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">As fotografias são o resultado de três sessões em que voluntários posaram na casa de banho do pavilhão de exposições do Instituto Superior de Agronomia. “Ao todo fotografámos 45 pessoas, a maioria amigos de amigos, daí grande parte ter entre 20 a 30 anos”, acrescenta. Todos fotografados de costas, negando o princípio de retratar a pessoa através do seu rosto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">O intuito, diz André Alves, era “anular a individualidade dos corpos e quebrar certas dicotomias relacionadas com o género, perceber os limites da androginia”. Abala-se o gordo, o magro, o feio, e fica-se apenas com as diferenças volumétricas, simetrias ou assimetrias. Por outro lado, o nome da exposição, tal como é explicado por Filipe Barrocas, compreende mais que uma catalogação de corpos humanos. “Pensar num corpo como um diagrama é ao mesmo tempo reconhecer a sua singularidade, como se as costas de uma pessoa revelassem traços da sua história de vida”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Paralelamente à exposição, foi colocado à venda um catálogo, com a explicação do projecto e as 45 imagens realizadas, e um caderno composto por 5 fotografias originais com as dimensões 18&#215;24. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">O Núcleo de Arte Fotográfica do Instituto Superior Técnico, que conta já com cinco décadas de história, tenta também expandir o seu trabalho fora de portas: a exposição, que já esteve também no Instituto Superior de Agronomia, segue, até Junho, pelas principais cidades universitárias do país. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></p>
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		<title>Da Gulbenkian ao ecrã da Cinemateca</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 11:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Faltava ainda cerca de meia hora para que as portas se abrissem e já os bilhetes, postos gratuitamente em circulação, tinham esgotado. Exibido na passada terça-feira, na Cinemateca Portuguesa, o filme Into the Wild (“O Lado Selvagem”) contou com a presença de uma plateia numerosa e heterogénea. A sessão resultou de um esforço de colaboração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faltava ainda cerca de meia hora para que as portas se abrissem e já os bilhetes, postos gratuitamente em circulação, tinham esgotado. Exibido na passada terça-feira, na Cinemateca Portuguesa, o filme Into the Wild (“O Lado Selvagem”) contou com a presença de uma plateia numerosa e heterogénea. A sessão resultou de um esforço de colaboração entre a Fundação Calouste Gulbenkian e a Cinemateca, que desde Setembro de 2009 apresentam, mensalmente, os filmes do ciclo Cinema &amp; Ambiente, inserido no Programa Gulbenkian Ambiente.<br />
Como define a estrutura do ciclo, à projecção seguiu o debate. Desta vez, por Paula Moura Pinheiro, sub-directora da RTP2 e apresentadora do programa Câmara Clara, transmitido no mesmo canal. Convidada para comentar o filme, afirmou que o regresso do homem à sua condição primitiva “pode ser letal”. “Como podemos ser animais e, simultaneamente, não destruir, sobreviver e partilhar?”, lançou, para combinar diálogo e reflexão. A seu lado, sentou-se Viriato Soromenho-Marques, Coordenador Científico do Programa Gulbenkian Ambiente. “Apenas há verdadeiramente felicidade quando ela é partilhada.”, assegurou.</p>
<p>O grande objectivo do ciclo de cinema, que deverá terminar em Julho, passa por “trazer outros públicos às discussões ambientais, usando uma das mais poderosas máquinas de comunicação, o cinema”, explicou Sofia Vaz, organizadora do projecto. O objectivo tem sido cumprido. A primeira e a sexta sessão, comentadas, respectivamente, por Teresa Gouveia e Inês de Medeiros, receberam cerca de 230 pessoas. “Embora muitas pessoas saiam da sala, as que ficam mostram-se interessadas e há sempre diálogo”, acrescentou.</p>
<p>Segundo a organizadora, a escolha dos filmes não foi aleatória, antes teve em vista “o seu potencial motivador para uma reflexão e discussão sobre vários temas do ambiente”.<br />
A 13 do próximo mês, será exibido o filme Les Glaneurs et la Glaneuse (“Os Respigadores e a Respigadora”), que terá Helena Roseta como comentadora convidada.</p>
<p>Paralelamente a esta iniciativa, o Programa Gulbenkian Ambiente, estruturado em torno de temáticas como a Saúde, a Inovação e a Cidadania, estende-se à organização de conferências, concursos, workshops e, ainda, à publicação de livros. Em comum, mantém a temática ambiental e a tentativa de conduzir o público a escolhas mais sustentáveis.</p>
<p><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/03/cine.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3264" title="cine" src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/03/cine-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a></p>
<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:TrackMoves /> <w:TrackFormatting /> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:DoNotPromoteQF /> <w:LidThemeOther>PT</w:LidThemeOther> <w:LidThemeAsian>X-NONE</w:LidThemeAsian> <w:LidThemeComplexScript>X-NONE</w:LidThemeComplexScript> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> <w:SplitPgBreakAndParaMark /> <w:DontVertAlignCellWithSp /> <w:DontBreakConstrainedForcedTables /> <w:DontVertAlignInTxbx /> <w:Word11KerningPairs /> <w:CachedColBalance /> <w:UseFELayout /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> <m:mathPr> <m:mathFont m:val="Cambria Math" /> 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		<title>CENIMAT - Um laboratório de A a Z</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 00:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aluno</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O CENIMAT - Centro de Investigação de Materiais é um laboratório da Universidade Nova de Lisboa que está na primeira linha da investigação científica mundial. Nos últimos anos, tem sido premiado internacionalmente pelas suas descobertas na área da microeletrónica e nanotecnologia. A Revista N foi conhecê-lo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/03/copia-de-cenimat1.jpg"><img src="http://revistan.org/wp-content/uploads/2010/03/copia-de-cenimat1.jpg" alt="" title="copia-de-cenimat1" width="500" height="218" class="aligncenter size-full wp-image-3257" /></a></p>
<p><strong>O CENIMAT - Centro de Investigação de Materiais é um laboratório da Universidade Nova de Lisboa que está na primeira linha da investigação científica mundial. Nos últimos anos, tem sido premiado internacionalmente pelas suas descobertas na área da microeletrónica e nanotecnologia. A Revista N foi conhecê-lo.</strong></p>
<p>No Laboratório de Tecnologia de Películas Finas, Raquel Barros continua uma tarefa meticulosa: analisar as propriedades elétricas de semicondutores em filme, dispostos em mínimas placas de vidro, com um centímetro de diâmetro. Sentada a uma mesa, a investigadora de 26 anos, a terminar um doutoramento em Nanotecnologia, organiza com uma pinça os diferentes quadradinhos de vidro que tem à sua frente.</p>
<p>Estamos numa das quatro áreas de investigação do centro, a de Eletrónica e Optoeletrónica, da qual é responsável Elvira Fortunato, a directora do CENIMAT. A cientista de 45 anos, igualmente Professora Associada no Departamento de Investigação de Materiais, tem uma carreira repleta de distinções. Mais recentemente, ganhou em 2008 a maior distinção mundial na área da Engenharia, o 1º prémio do European Research Council, no valor de 2,5 milhões de euros. Foi o maior prémio de sempre atribuído a um cientista português.</p>
<p>“O laboratório integra 90 por cento dos docentes do Departamento de Ciência dos Materiais, ao qual pertence” explica Elvira Fortunato à Revista N. Neste centro, o ensino surge articulado com uma investigação interdisciplinar: “Temos pessoas de várias áreas: engenheiros eletrotécnicos, físicos, biólogos. E além dos portugueses, de várias zonas do país, temos muitos investigadores estrangeiros a trabalhar connosco: espanhóis, italianos, polacos… romenos, indianos, chineses”, enumera, com visível orgulho. A cientista fala com rapidez, num tom de voz moderado, sublinhando as palavras com gestos decididos. Enquanto explica, tem um olhar fixo e concentrado.</p>
<p>O CENIMAT foi criado em 1994, tendo a engenheira de materiais assumido a sua direcção quatro anos depois. Em 2006, o centro é integrado no Laboratório Associado I3N - Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação, do qual a cientista é igualmente diretora. É uma parceria desenvolvida com outros dois centros de investigação, das universidades do Minho e de Aveiro. O estatuto de Laboratório Associado permite a estas unidades um maior financiamento público, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).</p>
<p>Tem sede num pequeno edifício de desenho geométrico e funcional, pintado de branco, situado no campus da Caparica da Faculdade de Ciências e Tecnologia. No 1º andar, plenamente iluminado por luz natural, localizam-se os gabinetes onde são dadas aulas aos mestrandos e doutorandos do Departamento, e um anfiteatro para encontros científicos.</p>
<p>Em destaque, numa das paredes, vêem-se dois grandes quadros totalmente preenchidos com recortes de jornais, ou impressões da Internet. Um deles está assinalado com o letreiro “Notícias do CENIMAT”. Não há mais espaço para pôr artigos. Num terceiro quadro ao lado, vê-se uma série de fotografias da festa de Natal do laboratório, com um retrato de toda a equipa junta. Segue-se uma sequência de retratos individuais, de cada funcionário a desembrulhar o seu presente.</p>
<p><strong>A análise dos materiais</strong></p>
<p>No piso térreo do edifício, após a entrada, vê-se um largo corredor iluminado por luz natural. Ao longo das paredes, pintadas em tons amenos de branco e verde claro, dispõem-se uma série de seis vitrinas. É uma espécie de minimuseu da instituição, que apresenta objectos como alguns cristais de silício, uma caneca termocrómica, que muda de cor quanto preenchida com líquido quente, ou a primeira célula fotovoltaica de grande área feita em Portugal.</p>
<p>À esquerda e à direita, ao longo do corredor, vêem-se as portas de entrada para os diferentes laboratórios. O silêncio é total. Não se vê ninguém a passar. No laboratório de Películas Finas, Raquel Barros prossegue a sua tarefa de análise, com o auxílio de um computador e de um equipamento parecido com um “scanner”, que testa o “efeito de Hall” dos materiais.</p>
<p>Repetidamente, a investigadora submete as amostras de película a um campo magnético, nesse equipamento, para analisar propriedades importantes como a resistência, ou a mobilidade. No fundo, faz uma espécie de diagnóstico ou controlo de qualidade dos materiais. Indispensável para a rapidez de processamento de transístores alojados, por exemplo, no ecrã do nosso computador portátil.</p>
<p>“Antes de vir para cá trabalhei numa empresa de energia solar térmica”, revela. “Mas estava a ver o meu cérebro a parar… E pensei, ‘Vou mesmo tentar a investigação’”. Raquel fala despreocupadamente, sem hesitar nas palavras. Trocou assim o emprego pelo doutoramento e investigação em laboratório. “O problema é que em Portugal não há empresas que apostem na investigação e desenvolvimento. Nas empresas, os engenheiros vão todos para lugares comerciais” diz, em jeito de desabafo.</p>
<p>Entretanto, a investigadora coloca outra amostra de filme no equipamento de “efeito de Hall”, com os resultados a aparecem quantificados em formato tabela, num monitor ao lado. Trabalha numa invenção que constituiu um dos primeiros sucessos de investigação do CENIMAT, apresentado em 2004: o transístor de filme fino, totalmente transparente, feito com base de óxidos como o de zinco, de custo muito baixo, e produzido à temperatura ambiente. As suas potencialidades na indústria são inúmeras, levando uma série de multinacionais a interessarem-se pela descoberta, como a Hewlett Packard, a Fiat, a Samsung ou a Saint-Gobain.</p>
<p>“Uma das coisas mais importantes neste centro é o ambiente. Se aqui precisas de ajuda, os outros estão sempre disponíveis”, revela a cientista, com vivacidade. “Uma vez consegui um bom resultado com um transístor, e a Prof. Elvira chamou logo toda a gente para ver, foi uma festa!”. As condições materiais também são muito satisfatórias, e únicas no país. “Temos tudo o que precisamos para trabalhar nesta área. Por exemplo, temos uma câmara limpa como não há outra em Portugal”.</p>
<p><strong>Investigação com fins práticos</strong></p>
<p>Numa das salas do mesmo laboratório, destacam-se duas impressoras a jacto de tinta, modificadas com uma série de dispositivos acoplados. Foi com elas que no ano passado o CENIMAT desenvolveu o sensor de ADN. Como explica Elvira Fortunato, foram introduzidos nos tinteiros da impressora uma solução à base de óxido de titânio, um material barato e amigo do ambiente, usado normalmente nos cosméticos e nas pastas de dentes. Constituiu-se assim uma técnica de processamento e deteção que terá futuro certo na Medicina, no diagnóstico e prevenção de doenças.</p>
<p>“No fundo, não nos limitamos a fazer a caraterização dos materiais - inovamos até ao produto final”, sublinha Elvira Fortunato. “Por isso costumo dizer que temos um laboratório de A a Z. Tenho um gosto pessoal pela parte aplicada… sou engenheira de formação, gosto de fazer coisas”, revela, com um brilho nos olhos.</p>
<p>“Research for Practical Ends” é o lema da instituição, como é visível no sítio da Internet - http://www.cenimat.fct.unl.pt. Por isso, é uma prioridade para a investigadora o desenvolvimento de parcerias com as empresas. É o caso, por exemplo, do projeto Solar Tiles, desenvolvido com a Revigrés: a ideia é produzir um revestimento cerâmico, azulejos e telhas, que não só proteja os edifícios, mas que também seja capaz de produzir energia fotovoltaica, como um vulgar painel solar.</p>
<p>Mais adiante no corredor, situa-se o Laboratório de Tratamentos Térmicos, uma sala de uso comum das quatro áreas de investigação. É um espaço amplo, que alberga uma prensa hidráulica e vários fornos de alta temperatura, grandes volumes de aço, alguns de cor garrida. Na sala, sente-se um cheiro intenso a metal queimado.</p>
<p>“Aqui preparam-se amostras de metais com ‘memória de forma’ ”, explica Elvira Fortunato. São ligas que depois de distorcidas podem recuperar a forma original através do aquecimento. Estes metais são muito utilizados em Medicina; é o caso do “stent” vascular, por exemplo, em que um pequeno tubo metálico é introduzido na artéria bloqueada, e através do calor corporal recupera a sua forma original “memorizada”, alargando-se ao diâmetro da veia e restabelecendo o fluxo de sangue.</p>
<p><strong>A câmara limpa</strong></p>
<p> “Uma câmara limpa é um espaço que tem a pressão, a humidade e a temperatura controladas”, explica Sergej Filonovich, engenheiro físico de 34 anos, nascido em Brest, na Bielorrússia. “Preserva os materiais de impurezas, do pó, partículas ínfimas que são pequeninas para nós, mas para o trabalho que fazemos conta muito”. Sergej é especializado na área de filmes finos e células solares, e fez o doutoramento e pós-doutoramento em Guimarães, num pólo da Universidade do Minho. Reside em Portugal desde 1999, com a esposa Marina, bielorussa também, que no campus da Caparica conclui um doutoramento em Hidráulica.</p>
<p>O Laboratório de Microeletrónica, que os investigadores referem como “câmara limpa”, situa-se num outro edifício gémeo do CENIMAT, logo ao lado. À entrada do laboratório, o investigador digita um código de segurança num pequeno mostrador, ao lado da porta. Mas antes, é preciso vestir uma bata azul clara, uma touca de plástico e proteção para o calçado. Transposta a entrada, ouve-se o som contínuo da ventilação da sala, onde se vêem alojados no teto filtros especiais, de cerca de um metro de comprimento. Dispersos pelo espaço, vêem-se grandes aparelhos metálicos, reluzentes, que são bombas ou câmaras de vácuo, utilizadas na produção de toda a espécie de dispositivos eletrónicos.</p>
<p>“No caso da célula solar, para fazer a sua estrutura é preciso que viaje por três câmaras desta sala”, revela o cientista. Sergej vai buscar às gavetas alguns materiais para explicar melhor. “Nesta câmara central, especificamente, podemos controlar as propriedades elétricas do material, e constituir a sua estrutura”, diz. Sergej fala com gestos largos, inclinando o corpo para a frente, tentando escolher as melhores palavras em português.</p>
<p>Aponta para uma série de tubagens alinhadas no topo do equipamento: “Esta máquina liberta gases perigosos, como o silano ou o hidrogénio, que em contato com o ar provocam explosão”. É o maior aparelho da sala, como que um polvo de aço inoxidável, com várias cabeças cilíndricas, donde irrompem ao centro quatro ou cinco tubos anelados.</p>
<p>Noutro espaço anexo, a sala de fotolitografia, a estrutura dos materiais é passada para película, a partir de um layout feito em computador. É um processo análogo ao da fotografia, na qual se transpõe o negativo para o papel. De resto, a sala é em tudo semelhante a um laboratório fotográfico analógico, mas tem a particularidade de estar iluminado por tubos de luz amarela, no teto, que filtram os raios ultravioleta.</p>
<p>Sergej tem um contrato no âmbito do programa Ciência 2008, com financiamento público do MCTES, que tem o objectivo de integrar no sistema científico 1000 doutorados. “A grande vantagem de Portugal foi poder dedicar-me exclusivamente à investigação”, diz o engenheiro bielorrusso. “Fiz praticamente toda a minha formação científica cá… os termos científicos que utilizo são todos em português, já não sei como se diz em russo”, revela, a sorrir. Que diferenças encontra para a sua terra natal? Sergej explica sem hesitar: “Aqui é mais ‘peaceful’, é mais devagar, as coisas fazem-se com calma… com algum atraso, mas no final fazem-se”.</p>
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