O Instituto Politécnico de Leiria está em negociações com o Instituto Politécnico de Macau e com a Universidade de Línguas de Pequim para criar um mestrado de Chinês na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais.
Membro do conselho científico e docente do único curso de Chinês leccionado em Portugal, Susana Nunes revela que a intenção do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) é possibilitar que os alunos aprofundem os seus conhecimentos da língua e adquiram mais vocabulário técnico.
Esta é uma necessidade sentida por algumas das alunas finalistas da actual licenciatura de Tradução e Interpretação Português/Chinês - Chinês/Português. Apesar de optimistas em relação às saídas profissionais, Carina Sousa, Isabel Rodrigues e Jessica Borges mostram-se mais receptivas a trabalhar na área da tradução do que como intérpretes, por não se sentirem preparadas para desempenhar essa função.
“É preciso ter um campo gramatical muito vasto”, justifica Jessica Borges, que quer prosseguir estudos, tal como Isabel Rodrigues. Carina Sousa afasta esse cenário por motivos económicos, apesar de ter consciência que os dois anos que viveram em Macau (2º ano do curso) e em Pequim (3º ano do curso), na China, não foram suficientes para ficarem a dominar a língua.
Empenhada em ajudar os alunos a ingressar no mercado de trabalho, Susana Nunes tenciona estabelecer contactos com empresas e com tribunais para os ajudar, já que Chinês não tem estágio integrado como os restantes cursos. A docente está, no entanto, optimista, já que alguns alunos do IPL têm sido procurados por empresas para fazer traduções.
SEGUNDAS LICENCIATURAS
Se o primeiro ano do curso foi um pouco atribulado devido à falta de procura dos alunos, nos anos seguintes as 15 vagas postas a concurso foram quase todas preenchidas. Este ano, a turma do 1º ano tem a particularidade de mais de 50% dos alunos estarem a frequentar a segunda licenciatura.
É o caso de Margarida Palinhos, licenciada em Ensino de Português/Inglês. Ao fim de dois anos a viver numa situação precária, decidiu candidatar-se a Chinês. “Com este curso, já não vou ter preocupação em arranjar emprego. A presença da China está a crescer no Mundo, pelo que vão precisar de cada vez mais intérpretes e não há muita gente que saiba mandarim.”
Também apaixonado por línguas, Pedro Sacadura Nuno foi o segundo aluno a ser colocado no curso de Chinês, com uma média superior a 18 valores. “A China é uma potência mundial que está em expansão. Há muitos países onde é necessário saber falar Chinês.
Por mim, andava um pouco por todo o mundo.”










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